O PlayStation Portal foi lançado pela Sony com uma missão bem clara: ser um dispositivo dedicado exclusivamente ao streaming, permitindo que a gente jogue nosso PS5 pela casa, seja no quarto ou quando a TV da sala está ocupada. Mas, como sempre acontece com lançamentos tecnológicos, a comunidade gamer não demorou para colocar o aparelho sob o microscópio. Recentemente, o pesquisador de vulnerabilidades do Google, Andy Nguyen, junto com sua equipe, provou que o bichinho esconde um potencial muito maior do que a fabricante gostaria que a gente soubesse.
PlayStation Portal rodando jogos de PSP via emulação
A grande sacada aqui foi que, mesmo com o hardware sendo travadíssimo e focado apenas na transmissão, os caras conseguiram hackear o PlayStation Portal em nível de software. O resultado? O dispositivo foi capaz de rodar jogos localmente, sem depender de uma rede Wi-Fi ou de estar pareado com o console.
Para conseguir esse feito, a equipe instalou o conhecido emulador PPSSPP. Na prática, isso significa rodar jogos clássicos de PSP diretamente na tela do Portal, de forma nativa e sem precisar de streaming. É uma vitória técnica sensacional, principalmente porque o hack foi feito inteiramente por software, sem precisar abrir o aparelho ou soldar qualquer componente.
Agora, antes de sair empolgado procurando como fazer, calma lá:
- O hack foi uma conquista técnica para provar que o sistema é, sim, capaz de mais.
- Não existem planos, até o momento, para que esse procedimento seja disponibilizado para o público geral.
- O dispositivo continua sendo, na teoria, um aparelho fechado para as limitações impostas pela Sony.
O Portal ainda é visto como limitado em seu uso
Vamos ser realistas, galera: muita gente ainda torce o nariz para o PlayStation Portal pelo seu custo-benefício, ou melhor, pela falta dele. Rodando um sistema baseado em Android e contando com apenas 6GB de armazenamento interno, o aparelho parece que foi podado desde o início. A gente sabe que essa capacidade de armazenamento é basicamente o sistema operacional se protegendo, mas é frustrante pensar que um hardware portátil tão interessante seja tão restrito.
O maior “puxão de orelha” da comunidade é que ele nem sequer permite o streaming via nuvem do PlayStation Plus Premium. Ou seja, se você não tiver o PS5 ligado e uma conexão estável, o dispositivo vira um peso de papel caro. Para quem precisa dividir a TV com a família, ele quebra um galho imenso, mas para quem esperava uma experiência mais independente, as limitações pesam — e muito.
O aparelho custa US$ 199,99 lá fora, o que na conversão direta bateria na casa dos R$ 1.000,00, sem contar os impostos que a gente já conhece bem. Aqui no Brasil, quem conseguiu trazer via importação ou Mercado Livre viu preços astronômicos, muitas vezes custando mais que o próprio console.
No final das contas, o PlayStation Portal é um produto de nicho. Ver o pessoal hackeando o bicho para rodar jogos de PSP mostra que ele tem fôlego, mas, oficialmente, a Sony prefere manter a experiência travada no streaming. E você, teria coragem de meter um hack desses no seu se o procedimento fosse liberado, ou acha que o risco de perder a garantia não compensa a brincadeira?