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Neil Newbon e a Resistência Contra a Inteligência Artificial nos Games

Neil Newbon, um dos atores mais proeminentes da indústria de jogos, deixou claro seu posicionamento a respeito da inteligência artificial (IA). Durante a recente greve da SAG-AFTRA, Newbon fundou o Pixel Pack, uma coletânea que reúne grandes nomes do meio, desde figuras icônicas como Troy Baker e Matt Mercer até novos talentos como Devora Wilde e Jennifer English, ganhadora do Game Award de 2025. Em suas palavras incisivas: “Foda-se a IA em performances”.

O Crescimento da IA nos Jogos

O ano de 2025 foi marcado por um crescimento explosivo do uso da IA generativa na indústria de jogos. Títulos como Call of Duty: Black Ops 7 enfrentaram críticas pesadas devido à implementação dessa tecnologia. Empresas como a Krafton, que agora adota uma abordagem “AI-first”, e um novo jogo da série Postal, que foi revelado e retirado do mercado em menos de 48 horas, levantaram questões sérias sobre o impacto da IA no trabalho dos atores.

Desafios e Oportunidades

Embora haja um forte movimento contra o uso descuidado da IA, algumas vozes proeminentes, como a do CEO da Epic Games, Tim Sweeney, afirmaram que “a tecnologia estará envolvida na quase totalidade da produção futura”. Recentemente, o lançamento da Fortnite Capítulo 7 utilizou ativos que levantaram suspeitas sobre serem gerados por IA. Contudo, o jogo Arc Raiders, que utiliza vozes geradas por texto baseadas em atores reais, ganhou o prêmio de melhor multiplayer no Game Awards de 2025.

A Perspectiva de Newbon

Ao discutir a inserção de IA em títulos como Black Ops 7 e Arc Raiders, Newbon destaca:

  • Custo-Benefício: “A quantidade de dinheiro que custa gravar essas falas é irrisória em comparação ao restante do desenvolvimento do jogo”, afirma. A opção de retrabalhar essas linhas após o sucesso do jogo declara-se viável.

  • Justificativa Questionável: Para ele, não existe justificativa para tirar o trabalho de atores. “Alega-se não ter orçamento, mas, se o jogo foi bem-sucedido, que tal voltar e gravar de novo com atores?” critica.

O Problema da IA Generativa

Newbon também ressalta que a qualidade da IA generativa deixa muito a desejar. “Já ouvi IA generativa e é extremamente sem graça. Não parece real,” diz, apontando a desconexão emocional que isso provoca no jogador.

Reflexões Finais: A Essência Humana nos Jogos

Imaginar personagens icônicos como Morrigan de Dragon Age: Origins ou Cole Phelps de L.A. Noire sendo parcialmente dublados por um sistema de IA é decepcionante. Essas obras são marcadas pela profundidade humana que a tecnologia simplesmente não consegue replicar. “A humanidade retratada em momentos como a cena de Astarion em Baldur’s Gate 3 não pode ser simulada por máquinas,” conclui Newbon.

Assim, enquanto a IA se torna um tema recorrente na indústria de jogos, está claro que, para muitos, a verdadeira magia dos videogames reside em suas narrativas e performances humanizadas.

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O Futuro dos Games e a IA

Em um cenário onde a IA continua a avançar, a luta de Neil Newbon e do Pixel Pack serve como um lembrete poderoso sobre a importância da autenticidade e da preservação da arte no mundo dos games. Afinal, um jogo realmente memorável é aquele que, de alguma forma, toca a alma do jogador.

Em suma, enquanto a IA pode oferecer inúmeras possibilidades, a verdadeira essência dos games ainda reside na experiência humana, algo que poucas tecnologias conseguem capturar.

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