Fala, meus queridos! Sabe quando a gente acha que a emulação no Android já atingiu o teto? Pois é, o cenário de emulação de Xbox 360 deu um salto gigante recentemente com a chegada do XenDroid. Esse projeto está fazendo um barulho danado na comunidade, e olha, tem motivos de sobra para isso.
O que é o XenDroid e por que ele importa?
Se você acompanha a cena de emulação, deve ter visto o surgimento de vários aplicativos focados no console da Microsoft. O XenDroid, que apareceu no GitHub poucas semanas atrás, começou como um fork do aX360e, mas o desenvolvedor deu um passo além e reconstruiu a base do app usando o Xenia Edge, que é referência no PC.
Para surpresa de zero pessoas, essa mudança de arquitetura trouxe uma melhoria considerável na performance. Mas, vamos ser realistas: não é qualquer “batata” que vai rodar esses jogos.
O que você precisa para rodar?
A exigência de hardware aqui é pesada. Se você quer ter uma experiência minimamente decente, os requisitos são:
- Chipset: Snapdragon 8 Gen 2 ou superior (esqueça MediaTek, Exynos ou Tensor, a gente ainda não chegou lá).
- GPU: Adreno 740 ou superior.
- Drivers: O uso de drivers customizados, como o Whitebelyash ou o StevenMXZ, é praticamente obrigatório para extrair o máximo do hardware.
Minha experiência prática
Testei o XenDroid no meu AYANEO Pocket S Mini, que usa um Snapdragon G3X Gen 2, e fiquei de cara com o que vi. É claro que tem muita coisa que ainda não abre ou que fecha sozinho, mas a evolução é palpável.
- O que rodou liso (ou quase isso): Call of Duty 2, Project Gotham Racing 3 e Forza Motorsport 2 funcionaram muito bem, com uma jogabilidade que dá para curtir de verdade.
- O que ainda sofre: Títulos como Skate 3, Fable 2 e UFC 2010 ainda rodam parecendo que estão em câmera lenta ou com bugs visuais bizarros.
- O problema dos gráficos: Em Trials HD, por exemplo, a gente encontra glitches gráficos bem sérios que deixam o jogo, por enquanto, injogável.
Dica de mestre: Se o jogo estiver travando muito, tente desativar o “Readback Resolve” nas configurações do emulador. Só toma cuidado: alguns títulos precisam dessa opção ligada para renderizar os gráficos corretamente, então é um exercício de tentativa e erro.
Instalação e compatibilidade
A parte boa é que a configuração é extremamente simples. Diferente de outros emuladores que exigem que você caçe arquivos de firmware da BIOS do console, aqui você não precisa de nada disso. O app rodou nativamente com os controles físicos do meu portátil, o que é um ponto muito positivo.
Só um detalhe importante para você não perder tempo: aparentemente, o emulador não lê subpastas. Se você jogar suas ROMs em pastas separadas, ele não vai achar nada. Coloque tudo na raiz da pasta de jogos e seja feliz!
Estamos vivendo um momento incrível para a emulação no mobile. Com o aPS3e, o RPCSX-UI e agora esse fluxo de apps como X360 Mobile e ARMSX3, parece que o cerco finalmente fechou para o Xbox 360 e PS3 no Android. Ainda é cedo? Com certeza. Mas, cara, a gente está chegando lá.
E você, já testou o XenDroid em algum aparelho potente? Quais jogos você mais quer ver rodando no seu portátil? Comenta aqui embaixo pra gente saber!