
Descubra como Dishonored é a sequência secreta de Thief!
Dishonored permanece como meu favorito pessoal da linha de jogos da Arkane Austin. Aprecio a abordagem do estúdio em Prey e já joguei Redfall (ainda mantenho que tinha fundamentos para algo grandioso, apesar de não ter alcançado o objetivo). Porém, foi o stealth de 2012 que conquistou meu coração. Atmosférico e estiloso, consegue equilibrar um jogo de stealth livre, simulação imersiva e ação explosiva. De muitas maneiras, parecia o Thief 4 secreto que, na época, não existia.
A origem de Dishonored
Os diretores de Dishonored, Raphaël Colantonio e Harvey Smith, se sentaram recentemente para iniciar uma série em várias partes jogando o game. Colantonio convidará membros da equipe de desenvolvimento a se juntarem a ele em cada episódio, explorando sua criação e compartilhando insights sobre seu design.
Os primeiros planos
Ao tocar nas fundações iniciais de Dishonored, Colantonio menciona que, quando Smith se juntou à Arkane, o plano era que cada um trabalhasse em projetos separados. Quando o estúdio foi abordado pela Bethesda, estava em busca de uma equipe para desenvolver either Thief 4 ou um jogo baseado em Blade Runner. Smith brinca, dizendo que era como oferecer a dois gatos um saco de catnip de cada lado e perguntar qual eles preferiam.
Interesse crescente
Colantonio expressa empolgação inicial com a ideia de trabalhar em Thief. Ele lembra: “Estávamos em uma situação de negócios crítica, e eles vieram não só para nos salvar financeiramente, mas também para trazer uma propriedade intelectual que eu adoraria trabalhar.” Smith complementa que a equipe tinha uma ótima apresentação para Thief 4 e uma proposta animadora para Blade Runner, em que estavam estudando combates de replicantes.
Decisões difíceis
Enquanto Colantonio estava focado principalmente em Thief, a possibilidade de trabalhar em Blade Runner tornava difícil a concentração em ambos os projetos. Ele revela que seu amor pelo filme não se comparava ao entusiasmo de Smith. Apesar do entusiasmo, ambos acabaram tendo que lidar com a incerteza de não saber qual projeto seria escolhido pela Bethesda.
A evolução para Dishonored
Eventualmente, ambas as oportunidades não se concretizaram. “Pensávamos que a Bethesda poderia desistir do negócio”, diz Colantonio. Mas, ao invés de desistirem, a resposta foi para que eles continuassem seus trabalhos e transformassem tudo em Dishonored. Esse novo projeto foi construído sobre a base que Colantonio havia desenvolvido para Thief 4.
Colaboração e desafios
A decisão foi de co-dirigir o projeto, algo inédito para ambos. Colantonio menciona que não estavam acostumados a essa direção compartilhada, mas precisaram aprender a fazer isso:
- Tiveram que compartilhar a tomada de decisões pela primeira vez em suas carreiras.
- Apesar das tensões, o processo os ajudou a crescer profissionalmente.
Reflexões sobre a co-direção
Em um tom descontraído, Harvey afirma que chegou a um ponto em que parecia que eles precisariam de terapia de casal. Cada um assumia a responsabilidade por elementos individuais, mas enfrentaram desafios. Colantonio reflete sobre as boas memórias, descrevendo a co-direção como uma relação que, apesar das dificuldades, teve um resultado positivo. Ambos aprenderam a lidar melhor com seus pensamentos e palavras durante o processo creativo.